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e-Book Tooitsu. A inevitável maturidade. Português

EBK/JORDAN18-PORT

S. Jordan Augusto

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Distante de termos vontade própria, o professor quando assume sua posição de educador este, sem dúvida alguma, se relaciona com o seu outro eu, que corresponde à sua face de aluno vivendo na pele de professor. Supostamente, ensinamos melhor aquilo que mais precisamos aprender.
Encontramos professores, muitos!... Mas, professor é profissão, não é algo que se define por dentro. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de uma grande vontade, de uma grande esperança...
Pode ser que educadores sejam confundidos com professores. Os educadores são como as velhas árvores! Possui uma face, um nome, uma "estória" a ser contada. Habitam um mundo em o que vale é a relação que os ligam aos alunos, sendo que cada aluno é uma "entidade" "sui generis", portador de um nome, também de uma "estória", sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois...(Rubem Alves)
Mas os professores são habitantes de um mundo diferente, onde o "educador" pouco importa, pois o que interessa é um "crédito" cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, sendo que, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministra.
Particularmente não admiro o aluno que repete exatamente o que seu professor faz. É necessário possuir pensamento próprio. Uma capacidade de crítica e auto-crítica. Assim, o educador ensina a pensar, e enquanto ensina, sistematiza-se e apropria-se do pensar. Pensar é o eixo da aprendizagem. Aprender a pensar envolve lidar constantemente com certo grau de ansiedade. Pois sem ansiedade não se aprende, mas com muita, também não. Nesse processo, faz parte da aprendizagem aprender lidar com a própria ansiedade e a dos outros.
Desafio do educador é diagnosticar e dosar o nível de ansiedade que o educando é capaz de lidar no seu processo de aprendizagem. Para isso, antes de tudo, o educador necessita estar consciente de sua própria ansiedade (desejos expectativas) em relação ao processo de aprendizagem de seus educandos; suas intervenções, devoluções e encaminhamentos terão como objetivo provocar, manter ou amenizar a ansiedade existente, favorecendo o aprender. Aprender a pensar é também um aprendizado de construir opções.
Em um artigo que apareceu na revista Parábola, edição de outono de 2000, Krishnamurti nos ensina que através do mundo todo vem se tornando cada vez mais evidente que o educador precisa se educar. Não se trata de educar a criança, mas antes o educador porque ele precisa disso muito mais do que o estudante. Afinal de contas, o estudante é como uma planta tenra que requer orientação, ajuda; mas se o ajudante é ele próprio incapaz, estreito, intolerante, nacionalístico e tudo mais, naturalmente o seu produto será o que ele é. Assim, parece-me que a coisa mais importante não é tanto a técnica do ensinar, mas a inteligência do próprio educador ...  117 pags.