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e-Book Shoden. A convivência essencial. Português

EBK/JORDAN17-PORT

S. Jordan Augusto

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Todos os mestres verdadeiros sabem que no movimento da vida de ir e vir, muitos irão e virão. Existem os que são coadjuvantes de uma história e os que fazem parte dela. Ofuku no Michi Significa o "caminho de ida e volta". Este termo pode funcionar com dois significados: os que chegam, e os que vão. E os que vão e retornam após descobrirem e se esclarecerem acerca do caminho.
A este último, podemos dizer que está carregado de boa fé, por isso descobre o caminho de volta.
A boa-fé é uma sinceridade ao mesmo tempo transitiva e reflexiva. Ela rege, ou deveria reger, nossas relações tanto com outrem como conosco mesmos. Ela quer, entre os homens como dentro de cada um deles, o máximo de verdade possível, de autenticidade possível, e o mínimo, em conseqüência, de artifícios ou dissimulações. Não há sinceridade absoluta, mas tampouco há amor ou justiça absolutos: isso não nos impede de tender a elas, de nos esforçar para alcançá-las, de às vezes nos aproximarmos delas um pouco… A boa-fé é esse esforço, e esse esforço já é uma virtude. Virtude intelectual, se quisermos, pois refere-se à verdade, mas que põe em jogo (já que tudo é verdadeiro, até nossos erros, que são verdadeiramente errados, até nossas ilusões, que são verdadeiramente ilusórias) a totalidade de um indivíduo, corpo e alma, sensatez e loucura. Cada um reage dentro de sua lógica interior acerca do caminho e do mestre que deseja seguir.
A história de cada um refletirá apenas na história de quem a constrói. Ir e vir significa na relação senpai-Kohai a humildade de quem retorna e a tolerância e sabedoria de quem o acolhe. André Comte-Sponville em seu livro nos diz que "Dir-se-á que a boa-fé não prova nada; estou de acordo. Quantos canalhas sinceros, quantos horrores consumados de boa-fé? E, muitas vezes, o que há de menos hipócrita que um fanático? Os tartufos são legião, porém menos numerosos talvez, e menos perigosos, que os savonarolas e seus discípulos. Um nazista de boa-fé é um nazista: de que adianta sua sinceridade? Um canalha autêntico é um canalha: de que adianta sua autenticidade? Como a fidelidade ou a coragem, a boa-fé tampouco é uma virtude suficiente ou completa. Ela não substitui a justiça, nem a generosidade, nem o amor. Mas que seria uma justiça de má-fé? Que seriam um amor ou uma generosidade de má-fé? Já não seriam justiça, nem amor, nem generosidade, a não ser que corrompidos à força de hipocrisia, de cegueira, de mentira. Nenhuma virtude é verdadeira, ou não é verdadeiramente virtuosa sem essa virtude de verdade. Virtude sem boa-fé é má-fé, não é virtude." ...  168 pags.
 eBook em formato PDF. Idioma portugues