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e-Book Haragei. Do centro ao todo. Português

EBK/JORDAN7-PORT

S. Jordan Augusto

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Para os estudiosos da filosofia, os momentos são os grandes mestres. Conduzem-nos pela senda da reflexão e nos mostram a infinidade de suas possibilidades. O mesmo acontece com as artes marciais...
Se pudéssemos, como em uma tela de computador, parar cada movimento e viajar dentro de suas possibilidades, misturaríamos o passado e o presente em um único instante. Reagiríamos a nosso senso interior de ignorância que nos amarra a nós mesmos e não nos permite voar, viajar, entender como eram os pensamentos do passado e como estes chegaram até nós.
Em relação ao Budo e o que este promove em seu caminho interior, você já pensou na diferença entre ser e estar? Embora esses dois verbos sejam utilizados muitas vezes com o mesmo significado, uma reflexão mais detida nos sugere alguma diferença. Quando dizemos, por exemplo: "eu estou nesta cidade", sugerimos que a nossa estada é passageira e que em determinado momento não estaremos mais ali. Mas se dizemos: "eu sou desta cidade", pode-se entender que vivemos ali e que permaneceremos naquele lugar.
Do mesmo modo quando dizemos: "eu estou faminto". Todos entenderão que é uma situação passageira e que tão logo me alimente ela se modifica. Ora, se observarmos as coisas do ponto de vista da sabedoria imortal, as diferenças entre "ser" e "estar" se tornam ainda mais perceptíveis. É por não entender bem o que isso representa que muitos de nós fazemos confusão entre "ser" e "estar". Talvez por gostar da situação em que estamos, desejamos que ela seja permanente. Assim é no campo do poder e das posses do mundo em que nos encontramos, apenas de passagem, que é o mundo físico. Neste mundo, nem o corpo físico nos pertence de fato. É apenas um empréstimo para a nossa evolução enquanto ser imortal. Dessa forma, eu não sou um corpo que tenho um espírito, mas sou um espírito que estou temporariamente num corpo que posso deixar a qualquer momento.
Se ocupo uma determinada posição social, estou nessa posição até que a deixe por um motivo ou por outro. Quando dizemos que somos proprietários de muitos bens materiais, usamos o verbo incorreto, pois na realidade estamos proprietários por determinado tempo. Quando dizemos: "eu sou paciente", usamos o verbo inadequado, pois se ainda perdemos a paciência, é que estamos pacientes em determinados momentos. Por essa razão, é inútil que tentemos dar importância demasiada ao que tem importância relativa e passageira. No campo do conhecimento não é diferente. Muitos nós dizemos conhecedores desta ou daquela arte marcial, mas enquanto não as vivenciamos de fato, temos a teoria, mas não somos verdadeiramente sábios...  187 pags.  112 pags.
 eBook em formato PDF. Idioma portugues